Numa postagem no Instagram na noite de quinta - feira (11/09) dentro do carro de retorno para casa ele informou a 'alta para casa' após 11 dias de internação e agradeceu as orações.
"Família amada, caprichem na oração! Estou novamente na UTI. A dor na 'traqueo' está tão intensa que nem a morfina consegue mais segurar. Os sintomas da minha doença rara também se agravaram, e não deu mais para ficar em casa. Por orientação da equipe de saúde, vim para o hospital", narrou Márlon nas redes sociais.
Nas redes sociais, ele compartilhou o dia a dia no hospital. Nas postagens, Márlon informou que o caso dele foi classificado como grave pelos médicos.
Sobre o Padre
O padre Marlon Múcio Corrêa Silveira nasceu em Carmo da Mata (MG) em 9 de abril de 1973. Foi ordenado padre da diocese de Taubaté em 2000. O padre foi diagnosticado com RTD em 2019 depois de nove anos de pesquisa, de passar por 100 médicos e ter seis diagnósticos errôneos.
A Deficiência de Transportador de Riboflavina (RTD) é uma doença de origem genética causada pela alteração de um gene do DNA, em que há a ausência de uma enzima que transporta a riboflavina (vitamina B2) para dentro das células, prejudicando várias atividades do metabolismo.
Segundo o padre Múcio, “a doença vai enfraquecendo os músculos do corpo todo, especialmente da audição, da visão, da fala, da mastigação, da deglutição, da locomoção e da respiração, o que causa uma intensa fadiga”.
Pertence ao clero da Diocese de Taubaté. Em 2002, fundou a Comunidade Missão Sede Santos e, em 2023, o hospital Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros, o primeiro hospital do Brasil especializado e totalmente gratuito para pessoas com doenças raras. Ambos estão sediados em Taubaté/SP, onde ele reside.
Em novembro de 2024, sua trajetória virou filme no documentário “Milagre Vivo”, exibido nos cinemas e disponível na plataforma e no YouTube da Lumine. O filme mostra sua luta contra a Síndrome de Brown-Vialetto-van Laere (RTD), uma doença neurodegenerativa rara.
Mesmo enfrentando essa condição, ele afirma: “Eu tenho uma doença rara, mas ela não tem a mim”.
Torcemos e oremos por sua breve recuperação.
Por Andre Ribeiro @andreltrss
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