Deputado teria exigido R$ 14 mil da Igreja após oferecer avião como “ajuda” para trazer Frei Gilson

O deputado estadual Francisco Nagib (PSB), filho do prefeito de Codó, Chiquinho do PT, voltou ao centro de uma nova polêmica envolvendo o histórico show do Frei Gilson, realizado no dia 8 de novembro no Parque de Exposições. Uma semana após ser desmentido por afirmar falsamente que o evento fazia parte da programação de Natal da Prefeitura, o parlamentar agora é acusado de tentar cobrar da Igreja Católica pelo transporte aéreo que ele próprio teria oferecido de maneira voluntária.


Segundo fontes ligadas à organização do evento, estava definido que três carros fariam o deslocamento do Frei Gilson e sua equipe de Teresina até Codó. No entanto, Nagib se antecipou e ofereceu seu avião particular para buscar o sacerdote, alegando que queria ajudar a Igreja e facilitar a logística da viagem.

O gesto, que inicialmente foi visto como colaboração, teria rapidamente se transformado em mais uma tentativa de autopromoção. De acordo com relatos, Frei Gilson teria sido claro ao pedir que sua vinda a Codó não fosse usada para fins políticos, ressaltando que o evento era religioso, organizado exclusivamente pela Igreja, sem qualquer participação de políticos ou da Prefeitura.

deputado estadual Francisco Nagib (PSB)


Apesar disso, assim que o avião pousou, o deputado gravou um vídeo dizendo que havia “recebido a missão de trazer o Frei Gilson”, numa tentativa evidente de associar sua imagem ao sacerdote e ao evento que se tornara o maior show religioso privado já realizado na cidade.

Dias depois, o piloto do avião — a mando do deputado — teria ligado para um dos organizadores cobrando R$ 14 mil pelo transporte aéreo: R$ 7 mil pelo trajeto Teresina–Codó e mais R$ 7 mil pela volta.

O valor cobrado pegou a todos de surpresa, já que em nenhum momento o deputado havia mencionado que haveria custo associado ao transporte oferecido. Diante da cobrança inesperada, um dos organizadores teria ligado diretamente para o prefeito Chiquinho do PT, pai de Nagib, que afirmou que não deveria haver cobrança alguma, reconhecendo que a oferta havia sido apresentada como ajuda e não como prestação de serviço.

Mesmo assim, Francisco Nagib teria insistido que “não poderia ficar no prejuízo” e orientado que o pai repassasse a conta para a Prefeitura pagar — o que, na prática, significaria usar recursos públicos para cobrir uma despesa gerada por iniciativa particular do próprio deputado.

Enquanto isso, entre os fiéis e organizadores, permanece a convicção de que o evento foi um marco espiritual da cidade — e que nenhuma tentativa de politização irá apagar a verdade sobre sua origem e sua realização: um show feito pela Igreja, para o povo, e não para atender interesses políticos de ninguém.

Fonte : https://blogdomarcosilva.com.br/

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