Time de futebol Remo celebra acesso devido a Nossa Senhora de Nazaré

Time retorna à Série A após mais de três décadas e comemora com homenagem no gramado





O Clube do Remo garantiu o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro após mais de três décadas e comemorou de forma emocionante no Estádio do Mangueirão, onde levou ao gramado um mosaico com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré logo após a vitória por 3 a 1 sobre o Goiás. O gesto marcou a celebração azulina no estádio e simbolizou o agradecimento do clube pelo feito histórico.

A virada contou com dois gols de João Pedro e um de Pedro Rocha, artilheiro da Série B. Willean Lepo descontou para o Goiás. Com o resultado, o Remo encerrou a competição em quarto lugar, somando 62 pontos e compondo o pelotão de acesso ao lado de Chapecoense, Athletico-PR e Coritiba, campeão da Série B.

Assim que a partida terminou, jogadores, comissão técnica e torcedores tomaram o campo para celebrar a campanha que colocou o Leão de volta à elite do futebol nacional. A entrada da imagem de Nossa Senhora em forma de mosaico se tornou o centro das atenções e emocionou a torcida presente no Mangueirão.

Relação do Clube de Futebol com Nossa Senhora de Nazaré

Poucas cidades do Brasil – e do mundo – têm uma relação mais forte com uma santa que Belém. Padroeira do Pará, Nossa Senhora de Nazaré é homenageada todo ano na cidade nortista com a maior procissão católica do planeta – o Círio de Nazaré.

A festa dura cerca de 20 dias e sempre acontece em outubro, reunindo milhões de devotos, que percorrem quilômetros para levar a imagem da santa da Catedral da Sé à Praça do Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.

Maiores clubes de Belém, o Remo e o Paysandu naturalmente também têm conexão muito forte com a padroeira do estado. As sedes de ambos ficam localizadas na Avenida Nossa Senhora de Nazaré, no Bairro de Nazaré, a poucos minutos da basílica que também leva o nome da santa e que guarda a imagem dela para o Círio. Em setembro deste ano ano, inclusive, ambos lançaram camisas em homenagem à tradicional festividade.

Recentemente, contudo, um dos dois gigantes nortistas estreitou ainda mais sua relação com Nossa Senhora de Nazaré e fez dela 'amuleto' para um sonho que não se realiza há mais de trinta anos: o Remo.




Como a relação do Remo com a santa se estreitou na Série B

Invicto há oito jogos, o Remo é o time mais embalado entre os que lutam pela ida para a Série A. Um dos jogos-chaves dessa sequência, ainda no início dela, foi o clássico com o arquirrival Paysandu, no dia 14 de outubro, pela 32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Antes do jogo, que foi disputado em meio ao período de festividades pelo Círio de Nazaré, a metade da torcida do Remo que ocupou o Mangueirão lotado decidiu fazer mosaico em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré.

A vitória dramática no Re-Pa foi o ponto de partida do estreitamento das relações entre Remo e a Nossa Senhora de Nazaré. Depois disso, os jogadores do Leão Azul passaram a entrar em campo carregando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré antes dos jogos, vestida com manto azul

Uma semana após o clássico, no dia 21 de outubro, antes de confronto direto com o Cuiabá e em meio à reta final do Círio de Nazaré, toda a delegação do Remo visitou o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré para pedir que a santa abençoasse a equipe na briga pelo acesso.

Recentemente, após o empate por 1 a 1 entre Remo e Chapecoense, na 34ª rodada da Série B, no estádio Baenão, o técnico Guto Ferreira deu coletiva de imprensa com grande imagem da santa do seu lado esquerdo.

Guto, que chegou no final de novembro e comanda a reação do time paraense no torneio, falou sobre a relação com Nossa Senhora de Nazaré como uma das coisas que mais o têm impressionado no clube.

“Como eu disse, essa cultura, esse amor, essa fé… eu imaginava que existissem, mas não com tanta energia. Acho que isso impulsiona o Remo a ser o que é — e pode impulsionar o clube a ser ainda mais gigante do que já é.”Guto Ferreira, ao O Liberal

“Pelo que a gente tem visto, mesmo de fora, só temos coisas boas a dizer [do Círio]. Tenho comentado muito em outras entrevistas quando perguntam a mesma coisa: o sentimento, a energia. Mas é algo inexplicável. E não estou falando apenas do momento da procissão. Cheguei por volta de 16h45, entrei na avenida e ela já estava tomada. O simples fato de passar ali já dava arrepio”, continuou o técnico.

“A partir daí, comecei a entender o que vejo depois por parte dos torcedores, essa expectativa, essa paixão. E olhando para trás, percebo o que antes eu não compreendia, quando via os jogos do Remo ou de outros clubes de Belém: essa energia é cultural, é do paraense, é do belenense. E isso é fantástico”, finalizou.




Fonte : 

https://www.oliberal.com/

https://www.noataque.com

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