O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu nesta segunda-feira (2) às declarações feitas por um padre que criticou a mobilização política promovida por ele em uma missa no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo.
Crítica religiosa que repercutiu nas redes
No dia 25 de janeiro, durante uma homilia, o padre Ferdinando Mancílio declarou que a chamada “caminhada pela liberdade” organizada pelo parlamentar foi uma ação motivada mais pela busca de poder do que por defesa de causas sociais. A fala foi proferida diante de fiéis e posteriormente viralizou nas redes sociais.
O religioso afirmou que realizar uma marcha pela capital federal e “dizer que está defendendo a vida” sem um histórico de projetos sociais significativos seria, na avaliação dele, “mentira” e um movimento por poder. Ele também criticou a defesa de pautas como o armamento, sugerindo que ser cristão e apoiar armas seria “impossível”.
Resposta de Nikolas Ferreira
Em resposta à repercussão, Nikolas publicou um vídeo e texto nas redes sociais reagindo diretamente às críticas do sacerdote. O deputado classificou o padre como um “falso profeta” e disse que quem não consegue rebater suas posições teria “falta de intelecto ou falta da Bíblia”.
Ferreira afirmou que sua manifestação política foi pacífica e que a discussão entre política e religião é inevitável — citando o pregador Charles Spurgeon e dizendo que “só os tolos acreditam que política e religião não se discutem”.
O parlamentar também defendeu a ideia de que armas não são inerentemente más, argumentando que, além de poderem causar danos, também podem servir para proteger inocentes — contrapondo assim a posição expressa pelo padre de que armas têm apenas função de ferir.
Repercussão e debates
O episódio reacendeu a discussão sobre os limites da atuação religiosa em espaços de culto e a participação de líderes religiosos em debates políticos, gerando divisões de opinião nas redes sociais. Enquanto apoiadores de Nikolas destacam seu direito à resposta e à mobilização política, críticos veem na fala do padre um alerta sobre a politização indevida de celebrações religiosas.
Fazer campanha ou militância política explícita durante a homilia não é permitido, pois desvirtua a finalidade da celebração religiosa. A missa é um espaço de fé, oração e reflexão, voltado ao anúncio do Evangelho e à formação da consciência moral dos fiéis, e não à promoção de projetos de poder. Embora a Igreja reconheça que a fé tem implicações sociais e que temas como justiça, dignidade humana e bem comum possam ser abordados, isso deve ocorrer de forma ética e responsável, sem indicação de voto, apoio a partidos ou ataques a adversários políticos. Quando a homilia se transforma em palanque, corre-se o risco de dividir a comunidade e comprometer a missão pastoral da Igreja.
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Fonte :
[1]: https://pleno.news/brasil/politica-nacional/deputado-nikolas-ferreira-rebate-padre-que-criticou-caminhada.html
[2]: https://www.em.com.br/politica/2026/02/7345303-padre-de-aparecida-critica-caminhada-de-nikolas-e-viraliza-quer-o-poder.html
[3]: https://www.em.com.br/politica/2026/02/7345819-nikolas-reage-a-critica-de-padre-falso-profeta.html
[4]: https://www.folhadejaragua.com.br/post/padre-que-defende-pautas-de-esquerda-faz-duras-cr%C3%ADtica-a-caminhada-de-nikolas-ferreira-a-bras%C3%ADlia
[5]: https://diariodoestadogo.com.br/padre-critica-marcha-de-nikolas-ferreira-em-missa-quer-o-poder-608240/
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