'Vai rolar a festa': bispo improvisa Ivete em missa e surpreende fiéis

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Joselito Ramalho Nogueira, saiu do roteiro comum e protagonizou uma cena descontraída durante uma missa na Quaresma na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro-RJ.


Durante um comentário, em uma visita pastoral, dom Joselito afirmou que é uma festa a celebração eucarística e cantou um trecho do clássico 'Festa', da cantora baiana Ivete Sangalo. O bispo ainda mencionou diversas regiões da cidade para envolver os fiéis na brincadeira.

Vai rolar a festa, vai rolar, o povo da Ilha do Governador mandou avisar”, cantou, mencionando a cidade em que se encontra a paróquia em devoção a Nossa Senhora Aparecida.

Com a viralização do vídeo, fiéis se dividiram entre o entusiasmo com a cena inusitada e a surpresa com a mistura de um momento litúrgico e axé, frequentemente associado às religiões de matriz africana.

Catequese :  Música secular geralmente não é adequada dentro da celebração da Santa Missa

A música ocupa um lugar essencial na Santa Missa. Ela emociona, conecta e expressa sentimentos profundos . No entanto, dentro da celebração da missa na Igreja Católica, sua função vai além da simples expressão artística: ela se torna oração. Por isso, a escolha dos cantos não é apenas uma questão de gosto, mas de coerência com o sentido sagrado da liturgia.

A missa não é um espetáculo nem um momento de entretenimento, mas um ato de culto. Cada elemento presente — gestos, palavras e também a música — contribui para criar um ambiente de encontro com Deus. Nesse contexto, a música precisa estar alinhada com o mistério celebrado, ajudando os fiéis a rezar, meditar e participar ativamente.

É nesse ponto que a música secular, por mais bela e significativa que possa ser, geralmente não encontra espaço adequado dentro da celebração. Canções populares, românticas ou de caráter puramente cultural como 'festa' de Ivete Sangalo não foram compostas com finalidade litúrgica e tem um contexto muito vulgar para um bispo dizer dentro de uma celebração sua letra não expressam diretamente a fé cristã ou não dialogam com os momentos específicos da missa.

Além disso, o uso de músicas seculares pode desviar a atenção do essencial. Em vez de favorecer o recolhimento e a oração, pode despertar emoções que não correspondem ao espírito litúrgico, transformando a celebração em algo mais próximo de um evento social do que de um momento sagrado.

Portanto, afirmar que a música secular geralmente não é adequada dentro da celebração não é uma forma de desvalorizá-la, mas de reconhecer a especificidade e a profundidade do momento litúrgico. Respeitar essa distinção é contribuir para que a missa permaneça aquilo que ela verdadeiramente é: um encontro sagrado entre Deus e o seu povo.

Fonte noticia :  https://www.itatiaia.com.br/

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