A governadora de Massachussets, EUA, Maura Healey, democrata, promulgou lei que permite o aborto em qualquer fase da gravidez no Estado. É o 11º Estado dos EUA a não impor limites ao aborto.
“É revoltante que dezenas de milhares de americanos nascituros sejam barbaramente desmembrados, membro por membro, e dilacerados todos os anos. Infelizmente, esse número só aumentará com a aprovação do projeto de lei que permite o aborto até o nascimento pela governadora Healey”, disse Marjorie Dannenfelser, presidente da organização pró-vida SBA Pro-Life America, em comunicado.
O Senado de Massachussets encaminhou a legislação para a mesa de Healey em 31 de julho para sua assinatura.
Segundo a legislação anterior, a lei estadual permitia o aborto nos primeiros seis meses de gravidez se um médico considerasse necessário para preservar a vida, a saúde física ou mental da mulher, devido a uma anomalia fetal letal ou diagnóstico, ou porque o bebê provavelmente não sobreviveria fora do útero.
“Hoje, mães, pais e famílias que vivem esses diagnósticos devastadores — e eles são devastadores, de partir o coração — agora poderão fazer suas próprias escolhas”, disse Healey ontem (10) em entrevista coletiva.
Healey e apoiadores da medida disseram que a mudança na lei era necessária porque hospitais de Massachusetts estavam se recusando cada vez mais a fazer abortos em mulheres que já se qualificavam para abortos depois de 24 semanas de gestação, segundo a legislação vigente, e que os médicos precisavam de uma autoridade mais clara para reafirmar que o julgamento médico rege as decisões sobre abortos em estágios avançados da gravidez.
Healey, que é uma defensora declarada do acesso ao aborto, é governadora do Estado desde 2023.
Em resposta à legislação promulgada, Dannenfelser disse que o Partido Republicano "deve abandonar a posição de 'deixar para os Estados [dos EUA]' — postura que permite leis abusivas sobre aborto em estágios avançados da gravidez como essa lei— e promover proteções nacionais para crianças nascituras".
A SBA Pro-Life America destacou que os abortos feitos no segundo e terceiro trimestres geralmente são feitos por meio do desmembramento do bebê ou do trabalho de parto, dizendo que a indução do parto pode resultar num nascimento com vida.
“Sem um padrão nacional mínimo, os EUA continuam sendo um dos únicos oito países no mundo que permitem o aborto em qualquer fase da gravidez”, disse Dannenfelser.
Segundo um estudo de 2024 do Instituto Charlotte Lozier, 46 dos 50 países da Europa restringem o aborto depois de 15 semanas – período em que o bebê já sente dor. O instituto disse também constatou que cerca de 60 mil abortos são realizados depois de 15 semanas a cada ano.
Precisamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para virar a página do capítulo sombrio da história do aborto tardio nos EUA”, disse Dannenfelser.
Fonte https://www.acidigital.com/
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