Tiba Camargo pede que Anvisa libere a Polilaminina

Influenciador Católico que ficou tetraplégico ao salvar filho no RS mobiliza campanha nacional por avanço de terapia brasileira para lesão medular sua única chance de voltar andar 



O influenciador católico Thiago José Camargos, o Tiba Camargo, de 38 anos, tetraplégico desde fevereiro de 2025 após salvar o filho de um afogamento, fez um apelo público à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde e à Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados (CSaude):

"Anvisa, comece o estudo da polilaminina e analise o caso do Tiba."

A frase, divulgada em suas redes sociais, deu origem à campanha #PolilamininaPrecisaAndar, que pede o início efetivo do estudo clínico com a proteína e a criação de um protocolo para pacientes com lesão crônica.

O acidente

Tiba é fundador do Movimento Juntos pela Vida, ao lado da esposa Déa Camargos, e referência no debate sobre família e educação domiciliar. No dia 9 de fevereiro de 2025, no Rio Buricá, na cidade de Alegria (RS), ele pulou na água ao perceber que o filho Matias estava em perigo por causa da correnteza e do peso dos tênis encharcados.

Durante o resgate, colidiu violentamente contra uma pedra e sofreu lesão grave na cabeça e na medula espinhal, com perda dos movimentos dos membros superiores e inferiores. Desde então, permanece em fisioterapia contínua e teve sua história acompanhada por milhões de pessoas. A vaquinha para seu tratamento superou R$ 3,2 milhões.  

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma proteína experimental desenvolvida há mais de duas décadas no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, liderada pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio. Em testes iniciais, ainda limitados, mostrou resultados promissores com recuperação parcial de movimentos em casos considerados improváveis.  

No dia 5 de janeiro, a Anvisa autorizou o início do estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança da aplicação da polilaminina em cinco pacientes com idade entre 18 e 72 anos, que têm lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas.  

O estudo, patrocinado pela empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda., foi priorizado pelo comitê de inovação da Anvisa como pesquisa de amplo interesse público. Segundo a Agência, os locais de realização ainda serão definidos e informados.  

O impasse

O critério de até 72 horas após o trauma exclui pacientes crônicos como Tiba, que tem mais de um ano de lesão. Por isso, o pedido protocolado por apoiadores na Ouvidoria da Anvisa tem dois focos:

1. Que o estudo autorizado saia do papel. Seis meses após a autorização, familiares relatam que não há centro recrutando.

2. Que a Anvisa avalie tecnicamente a possibilidade de uso compassivo ou programa de acesso expandido para lesões crônicas, com segurança e acompanhamento médico.

Especialistas ouvidos em debates recentes apontam que a judicialização do uso da polilaminina antes da autorização regulatória oficial dificulta o avanço das pesquisas científicas no país.

Como participar O QUE FAZER AGORA - EM 2 MINUTOS

Apoiadores orientam o registro de manifestação na Ouvidoria da Anvisa via plataforma Fala.BR, no tipo "Solicitação", com o título "Polilaminina - Pedido de início do estudo e análise do caso Tiba Camargo". As manifestações geram protocolo e são encaminhadas para área técnica.

O órgão que pode salvar essa e tantas outras vidas precisa ser sensibilizado. O presidente e os diretores da Anvisa precisam ver o nosso apelo.

1. ENTRE NO PERFIL DA ANVISA E ESCREVA NOS COMENTÁRIOS:

Marque @anvisaoficial @minsaude e escreva:

SOS TIBA! Anvisa, comece o estudo da polilaminina e libere a pesquisa para o Tiba já! Ele pode voltar a andar. #PolilamininaPrecisaAndar

2. REGISTRE NA OUVIDORIA DA ANVISA (gera protocolo oficial):

Acesse gov.br > Fala.BR > Nova Manifestação > Anvisa > Solicitação

Copie e cole:

Solicito com urgência o início efetivo do estudo clínico da Polilaminina autorizado em 05/01/2025 e a análise técnica para liberação de acesso expandido/uso compassivo para o paciente Thiago José Camargos (Tiba Camargos) e demais 200 pacientes com lesão medular crônica que aguardam na fila. É uma causa humanitária. SOS TIBA.

3. COMPARTILHE esse artigo com o máximo de pessoas que você puder, até chegar naqueles que têm o poder de tomar essa decisão.


No vídeo nas redes sociais Tiba encerra suas mensagens com o mesmo pedido desde o acidente: "E continua rezando por mim. Isso eu nunca vou deixar de pedir."

Por Andre RIbeiro 

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