Em sua homilia da missa do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada, o Papa destacou as figuras de Simeão e Ana, reconhecendo neles "um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: «Espero que “desperteis o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia»".
O Papa Leão XIV presidiu a missa do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada, na Basílica de São Pedro, nesta segunda-feira (02/02), Festa da Apresentação do Senhor.
inda o Papa, "da parte do homem, nos dois anciãos, Simeão e Ana, a expectativa do povo de Israel é representada no seu auge, como o ponto culminante de uma longa história de salvação, que se desenrola desde o jardim do Éden até aos pátios do Templo; uma história marcada por luzes e sombras, quedas e ressurgimentos, mas sempre percorrida por um único desejo vital: restabelecer a plena comunhão da criatura com o seu Criador".
O Papa recordou que os fundadores e fundadoras dos institutos, "com a força da graça, lançaram-se em iniciativas arriscadas, tornando-se presença orante em ambientes hostis e indiferentes, mão generosa e ombro amigo em contextos de degradação e abandono, testemunho de paz e reconciliação no meio de cenários de guerra e ódio, prontos também a sofrer as consequências de uma ação contracorrente que os tornou em Cristo «sinal de contradição», às vezes até ao martírio".
"Prova disso são os numerosos “baluartes do Evangelho” que muitas de suas comunidades conservam nos contextos mais variados e desafiantes, mesmo no meio de conflitos. Não vão embora; nem fogem; mas permanecem, despojadas de tudo, para ser um apelo, mais eloquente do que mil palavras, à sacralidade inviolável da vida na sua mais pura essência – mesmo onde retumbam as armas e onde parece prevalecer a prepotência, o interesse e a violência", sublinhou.
De acordo com o Papa, "a vida religiosa, com o seu sereno desapego de tudo o que passa, ensina a indissociabilidade entre o cuidado mais autêntico pelas realidades terrenas e a esperança amorosa daquelas eternas, escolhidas já nesta vida como fim último e exclusivo, capaz de iluminar todo o resto".
Leão XIV lembrou que "o Concílio Vaticano II nos recorda que «a Igreja […] só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, […] quando, juntamente com o gênero humano, também o universo inteiro […] for perfeitamente restaurado em Cristo»". "Esta profecia também está confiada a todos vocês, homens e mulheres com pés bem assentes na terra, que ao mesmo tempo aspiram «sempre às coisas do alto»", disse ainda o Papa, acrescentando:
Leão XIV concluiu, dizendo aos consagrados e consagradas que a Igreja agradece hoje ao Senhor pela presença deles, "e os encoraja a ser, onde quer que a Providência os envie, fermento de paz e sinal de esperança".
Fonte : Vatican News
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