Grupo de Trabalho sobre Inteligência Artificial inicia atividades com bispos, assessores da CNBB e estudiosos

 A sede da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, ontem, 25 de agosto, a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Inteligência Artificial e tecnologias emergentes. Criado pela CNBB como instância de reflexão, o grupo de trabalho deve dar suporte às Comissões e à Presidência da Conferência Episcopal em questões como os impactos, os riscos e as oportunidades ligadas a esta temática tão presente nos tempos atuais.



“O grupo de trabalho sobre inteligência artificial e tecnologias emergentes, embora ainda esteja em fase de estruturação conceitual, foi criado com a finalidade de aprofundar as discussões sobre o impacto da inteligência artificial. Composto por acadêmicos, professores e especialistas em setores impactados por essas tecnologias, o grupo tem a missão de oferecer à CNBB — tanto às suas comissões quanto à presidência — subsídios e reflexões fundamentadas”, explicou o bispo de Campo Limpo (SP) e presidente do GT, dom Valdir José de Castro.

No início da reunião, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura e o funcionamento da CNBB e sua missão institucional de promover a comunhão entre os bispos do Brasil e a dinamização da ação pastoral da Igreja Católica. Os participantes também iniciaram o estudo sobre a missão que lhes foi confiada e aprofundaram as reflexões sobre o tema apresentadas pelo Papa Leão XIV na encíclica Magnifica Humanitas, principal referencial teórico para o grupo.

O assessor da Comissão, padre Danilo Pinto dos Santos, apresentou o caminho desenvolvido pela Igreja, em âmbito universal, latino-americano e no Brasil, no trabalho com o tema das Inteligências Artificiais. O professor Humberto Contreras, assessor pedagógico-pastoral da Editora SM, contribuiu nessa reflexão recordando documentos como a carta apostólica “Traçar novos mapas de esperança”, do Papa Leão XIV – na qual um dos compromissos ali sugeridos trata sobre a inteligência artificial -; a Nota Antiqua et nova sobre a relação entre a inteligência artificial e a inteligência humana e a própria Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV.

Após momentos de partilha e reflexões, o grupo passou ao discernimento sobre os primeiros temas a serem trabalhados pelo GT, com definição dos encaminhamentos iniciais do trabalho, a partir de várias indicações nos campos da ecologia integral, da iniciação à vida cristã, da comunicação, no quesito família e juventude, no âmbito das transformações do mundo do trabalho. A expectativa é que os primeiros resultados sejam apresentados aos conselhos episcopais da CNBB no primeiro trimestre do ano que vem.

 Membros e coordenação

O Grupo de Trabalho sobre Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes foi criado a partir da aprovação do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e do Conselho Permanente. Ele é presidido pelo bispo de Campo Limpo (SP) e presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, dom Valdir José de Castro. O padre Danilo Pinto, presbítero da arquidiocese de Salvador (BA) e secretário do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi, é o assessor.

Confira quem são os membros do Grupo de Trabalho de IA e Tecnologias Emergentes da CNBB:


Dom Valdir José de Castro

Dom Edson José Oriolo dos Santos

Pe. Danilo Pinto dos Santos

Prof. Dr. Rodolfo Tsunetaka Tamanaha

Prof. Dr. Rodrigo Clemente Thom de Souza

Prof. Dr. Everthon de Souza Oliveira

Pe. Arnaldo Rodrigues da Silva

Ir. Eliane Costa Santana

Prof Dr. Humberto Silvano Herrera Contreras

Prof Dr. João de Fernandes Teixeira


 Fonte https://www.cnbb.org.br/

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