Por Andre Ribeiro
O dia em que se comemora o santo de quem uma pessoa recebeu o nome é chamado de dia onomástico (ou dia do nome).
O que significa ter o nome de um santo?
Os santos são homens e mulheres que procuraram seguir Jesus de maneira concreta em suas vidas. Cada um viveu em uma época, situação e realidade diferentes, mas todos são exemplos de fé, amor a Deus e ao próximo.
Ter o nome de um santo pode ser uma oportunidade para descobrir essa história e perceber que a santidade é um chamado para todos. O santo que leva o nosso nome pode tornar-se um modelo de vida cristã e alguém a quem podemos pedir que interceda por nós diante de Deus.
É importante lembrar que os católicos não adoram os santos. A adoração pertence somente a Deus. Os santos são honrados porque foram testemunhas de Cristo e porque suas vidas apontam para o próprio Jesus.
O “dia do santo” como oportunidade de celebrar
Quando chega a festa de um santo cujo nome carregamos, podemos fazer desse dia uma pequena celebração de fé. A família pode contar a história do santo, fazer uma oração, participar da Santa Missa e, principalmente, conversar sobre aquilo que sua vida ensina.
Uma criança chamada Maria, por exemplo, pode conhecer melhor a vida de Nossa Senhora e descobrir em sua história valores como humildade, confiança em Deus e disponibilidade para servir. Alguém chamado Francisco pode conhecer São Francisco de Assis e refletir sobre sua simplicidade, amor aos pobres e cuidado com a criação.
Dessa maneira, o nome deixa de ser apenas uma identificação e passa a carregar também uma história e um testemunho.
Mais do que uma festa
É bonito comemorar, reunir a família, preparar uma refeição especial ou oferecer uma lembrança. Porém, o sentido mais profundo dessa comemoração está em olhar para a vida do santo e perguntar:
“O que posso aprender com ele para seguir melhor a Jesus?”
Essa pergunta transforma a comemoração em uma verdadeira experiência de catequese.
A criança pode escolher uma virtude do santo para praticar durante aquela semana. Pode ser a generosidade, a paciência, a coragem, o perdão, a oração ou o cuidado com os outros. Assim, a festa deixa uma marca concreta na vida.
Os santos como amigos e exemplos
A Igreja apresenta os santos como testemunhas de que é possível viver o Evangelho em diferentes circunstâncias. Eles não foram pessoas sem dificuldades ou sem desafios. Muitos enfrentaram sofrimento, perseguições, pobreza, doenças e grandes responsabilidades. Mesmo assim, procuraram permanecer fiéis a Deus.
Por isso, conhecer a vida de um santo pode ajudar crianças, jovens e adultos a compreender que a fé não é apenas uma ideia, mas uma maneira de viver.
São Paulo escreve: “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (1Cor 11,1). Os santos podem ser compreendidos justamente como pessoas que procuraram imitar Cristo e que, por sua vida, nos ajudam a fazer o mesmo.
Uma tradição que pode aproximar a família de Deus
Comemorar o santo do nosso nome pode ser uma bonita tradição familiar. No dia da celebração, os pais podem contar aos filhos por que escolheram aquele nome, explicar quem foi o santo e fazer uma oração juntos.
Também pode ser uma oportunidade para visitar a igreja, participar da Missa ou realizar uma obra de caridade em memória do santo.
Dessa forma, uma simples data no calendário pode transformar-se em um momento de encontro com Deus.
Comemorar o nome no dia de um santo é muito mais do que celebrar o próprio nome. É recordar que recebemos uma história, um exemplo e uma inspiração para nossa caminhada cristã.
Que cada pessoa possa olhar para o santo que leva o seu nome e descobrir nele um companheiro de fé, alguém que aponta para Jesus e nos recorda que todos somos chamados à santidade.
Celebrar o nosso nome pode ser, portanto, uma bonita maneira de celebrar a nossa vocação de filhos de Deus e nosso desejo de seguir Jesus.
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