Nem tudo o que o mundo considera diversão alimenta a nossa alma. E nem tudo o que parece assustador precisa roubar a nossa paz.
Por André Ribeiro
Todos os anos, quando chega o dia 31 de outubro, ruas, escolas e redes sociais se enchem de fantasias, caveiras, bruxas e símbolos ligados ao Halloween.
Mas, diante de tudo isso, uma pergunta merece ser feita: como um católico deve viver essa data sem perder de vista a sua fé?
Antes de tudo, precisamos compreender que o cristão não é chamado a viver dominado pelo medo, mas pela luz de Cristo.
A Igreja celebra, em 1º de novembro, a Solenidade de Todos os Santos, recordando homens e mulheres que viveram na amizade com Deus e hoje são exemplos de santidade para nós. No dia 2 de novembro, recordamos os fiéis falecidos e rezamos por eles.
Por isso, esse período também pode ser uma oportunidade para refletirmos sobre a santidade, a eternidade e o destino da nossa alma.
Mas existe uma diferença entre uma fantasia e aquilo que alimenta espiritualmente o nosso coração.
Nem toda criança que se veste de bruxa está praticando ocultismo. Nem toda pessoa que participa de uma festa de Halloween está rejeitando a fé cristã. É importante não julgar as pessoas pelas aparências.
Entretanto, o católico precisa ter discernimento.
A Palavra de Deus nos ensina:
“Examinai tudo e guardai o que é bom.” (1 Tessalonicenses 5,21)
Se uma diversão envolve a prática de ocultismo, a invocação de espíritos ou a banalização do mal, o cristão deve saber dizer não. Nossa liberdade não significa que precisamos participar de tudo o que o mundo oferece.
Jesus Cristo não nos chamou para as trevas, mas para a luz.
Isso não significa tratar quem pensa diferente com desprezo, agressividade ou condenação. Significa viver a própria fé com coerência, caridade e coragem.
E se, neste Halloween, em vez de apenas celebrar o medo, nós celebrássemos a santidade?
Que tal ensinar as crianças sobre os santos? Rezar em família? Conhecer a história de São Miguel Arcanjo, Santa Teresinha ou São Francisco de Assis? Participar da Missa de Todos os Santos? Fazer uma obra de caridade?
Há tantas maneiras de transformar esses dias em uma oportunidade de aproximar nossa família de Deus!
O cristianismo não é uma religião de medo. É uma fé de esperança, salvação e amor.
Não precisamos demonizar tudo, mas também não devemos ignorar aquilo que pode nos afastar de Cristo.
A pergunta não é apenas: “Posso participar do Halloween?”
A pergunta mais profunda é: “Aquilo que escolho fazer me aproxima de Deus ou me afasta d'Ele?”
Que a nossa casa seja um lugar de oração. Que nossos filhos aprendam a distinguir o bem do mal. E que nossas escolhas revelem, não o medo do mundo, mas o amor por Jesus.
Neste 31 de outubro, lembre-se: a escuridão nunca terá a última palavra para quem coloca sua esperança em Cristo.
“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8,12)
✝️ Se você também deseja que Cristo seja o centro da sua família, compartilhe esta mensagem. Que a nossa fé seja maior do que qualquer tendência do mundo!
Viva Cristo Rei! ❤️🔥
Por André Ribeiro
Fontes:
Catecismo da Igreja Católica, §§ 2116–2117 — ocultismo, magia e adivinhação.
Bíblia Sagrada — 1Ts 5,21; Jo 8,12; Ef 5,11.
Vaticano — Papa Francisco, Angelus de 1º de novembro de 2014 — Solenidade de Todos os Santos.

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